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ARQUÉTIPOS E BRANDING: UMA FÓRMULA DE SUCESSO

By 19 de agosto de 2019 No Comments

Magic hat with rabbit. Vector flat cartoon illustration

Se você fosse uma marca, qual delas você gostaria de ser? E essa marca da qual você se lembrou, quais são as características dela? É possível destacar elementos do perfil de uma marca? Sim, principalmente das mais desejadas como a Nike, Adidas, Apple, Disney. As mais populares também, Bic e Natura, por exemplo.

E um dos segredos delas para criarem conexões com o público é recorrer aos arquétipos que, segundo o psicólogo Carl Jung, são o conjunto de representações que existe no imaginário, sendo elas cumulativas, de antepassados, e fazem do perfil ou jeito de ser de algo ou alguém. Ele definiu 12 arquétipos que são o do mago, o herói, o fora da lei, o sábio, o explorador, o inocente, a pessoa comum, o amante, o bobo, o prestativo, o criador, o governante.

Para entender mais sobre os arquétipos, pense em um mago, agora, lembre-se das características dele, provavelmente você se lembrou de traços como solucionar problemas por meio de algum conhecimento, poder de transformação e, de acreditar e de fazer quem está ao seu redor acreditar junto.

Agora pense em um perfil fora da lei, quais são as lembranças que esse arquétipo traz? Rebeldia, autoconfiante, competidor, desafiador, conquistador. E assim cada arquétipo tem suas características mais ressaltadas já arraigadas no imaginário coletivo, como descreve Jung.

O trabalho de Branding pode ser descrito como gerir uma marca, posiciona-la, gerar empatia e engajamento com o público, criar conexão, tanto para o surgimento dela como para o seu reposicionamento.

Para esse gerenciamento, para criar conexões, o branding recorre também aos arquétipos, porque por meio dessas representações que estão presentes no imaginário coletivo é possível criar laços, admiração e gerar valor.

Além das marcas, personalidades como Obama, Martin Luther King, Madonna, Cristiano Ronaldo, Neymar e ainda instituições como bancos também representam um arquétipo. Muitas vezes, as marcas associam esses famosos aos seus produtos para enfatizar seu arquétipo e criar mais conexão com o público, a famosa Nike e o jogador Neymar, por exemplo.

Obama pode ser relacionado com o arquétipo do mago, Luther King, também. O Banco do Brasil está para o arquétipo governante. E a Apple pode ser associada ao arquétipo do criador. Luciano Hulck é o cara comum e também a marca Bic.

Para que o posicionamento da marca funcione melhor ainda é preciso que todos os detalhes estejam alinhados como as cores que representam ela, a forma como a comunicação é feita e onde é divulgada, os influenciadores que são escolhidos para representá-la.